Preço do asfalto pode causar atraso em obras e opção por material de baixa qualidade.

Uma alta de 42% no preço do asfalto empregado em obras no Paraná tem pressionado os custos de infraestrutura no estado. Segundo levantamento da Associação das Empresas de Infraestrutura Viária do Estado do Paraná (Infravia-PR), o aumento do insumo, afetado por reajustes aplicados pelas refinarias desde maio deste ano, representa uma elevação de 16% a 17% no custo total das obras.

Em média, nas obras de conservação viária do estado, o asfalto corresponde a cerca de 10% do custo de serviços básicos, como tapa-buracos e roçadas. Já em obras de pavimentação, como duplicações ou implantação de terceira faixa, os derivados representam de 20% a 30% do valor. Em serviços de restauração, recapeamento e reciclagem de base, a participação do ligante varia de 35% a 50% do custo.

Segundo o secretário-geral da Infravia-PR, Rodrigo Gawlik Júnior, o aumento dos insumos sem a recomposição dos valores contratados pode inviabilizar a continuidade das obras. “O programa de conservação do Estado é da ordem de R$ 4,5 bilhões e cobre cerca de 10 mil quilômetros de rodovias. Nessa escala, cada ponto percentual representa milhões de reais”, aponta.

Na avaliação do secretário, o setor precisa desembolsar recursos antes de receber os valores previstos nos contratos e, com o avanço da execução, o custo da obra acaba ficando defasado.

“O fôlego dura, em média, de dois a três meses. Depois, as alternativas são todas onerosas: crédito caro, redução de ritmo ou demissão. É o que já se observa no Estado: frentes operando com parte da capacidade, férias coletivas e cortes de pessoal”, completa.


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Foto: Átila Alberti / Tribuna do Paraná

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