Missão do Paraná na Hungria fortalece parcerias em tecnologia e agricultura

Uma comitiva do Governo do Paraná cumpriu nesta semana uma série de agendas na Hungria com o objetivo de estreitar laços de cooperação em pesquisa, inovação e ensino superior. Um dos focos é o desenvolvimento de parcerias estratégicas na área de agricultura e produção de alimentos, especialmente voltadas para tecnologias que promovam qualidade e segurança alimentar aos produtos paranaenses. A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) foi representada na missão pelo secretário Aldo Nelson Bona e o assessor para Cooperação Internacional, Paulo Schmidt. Segundo o secretário, o Paraná e a Hungria possuem interesses e competências complementares. “O Paraná é um grande produtor de alimentos, enquanto a Hungria se destaca pelo desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor. Há uma grande possibilidade de cooperação que pode gerar inovação e valor agregado à produção paranaense”, afirmou Bona. As agendas com instituições húngaras foram articuladas pelo cônsul honorário da Hungria em Curitiba, Marco Aurélio Schetino de Lima, que também integrou a comitiva. VISITAS – A comitiva visitou o Instituto Experimental de Laticínios da Hungria, na cidade de Mosonmagyaróvár, que fica há cerca de 160 km de distância da capital Budapeste. O instituto é referência em pesquisa aplicada à cadeia produtiva do leite. O objetivo foi discutir parcerias com o Parque Tecnológico do Leite, que será implantado em Castro. Ainda em Mosonmagyaróvár, os representantes do Paraná estiveram na Universidade Széchenyi István, onde trataram de cooperação em agricultura de precisão. A instituição de ensino superior húngara, fundada em 1968, incentiva diversas políticas de internacionalização por meio de programas de intercâmbio. Em Budapeste, a comitiva visitou a Universidade Semmelweis, uma das mais renomadas instituições de ensino da Europa Central. O encontro abordou transferência de tecnologia aplicada aos setores agropecuário e de saúde. A agenda incluiu uma reunião com representantes da Fundação Mesterházy, que atua na promoção de alimentos saudáveis e inovação no setor alimentício. A missão também incluiu visitas à Universidade de Szeged, considerada a melhor universidade da Hungria, e à Universidade Eötvös Loránd (ELTE), fundada em 1635, uma das maiores e mais antigas instituições do país. Foram discutidas iniciativas de cooperação acadêmica e intercâmbio de estudantes paranaenses para o país. PARCERIAS – O Paraná firmou em 2023 uma parceria com o Consulado-Geral da Hungria, com sede em São Paulo, na área de tecnologia e inovação. A partir desse memorando de entendimento, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) utilizou uma tecnologia húngara para desenvolver uma solução agrícola de controle biológico no Brasil. Matéria Completa
Antonina: Portos do Paraná inicia pavimentação em concreto da Av. Conde Matarazzo

A Avenida Conde Matarazzo, uma das principais vias da cidade de Antonina, no Litoral, começou a receber nesta semana a pavimentação em concreto, parte da obra realizada pela Portos do Paraná. Os trabalhos iniciaram em julho deste ano, com a melhoria no sistema de drenagem. Para garantir a segurança dos usuários, o trânsito na Avenida Conde Matarazzo funciona no sistema “siga-e-pare” desde o dia 5 de novembro. Os motoristas são orientados por sinaleiros manuais e eletrônicos. As intervenções da Portos do Paraná, que também abrangem a Rua Engenheiro Luiz Augusto Leão da Fonseca, têm conclusão prevista para junho de 2026. A fiscalização é feita de forma conjunta pela Portos do Paraná, Prefeitura de Antonina e por uma empresa terceirizada contratada para dar suporte à atividade. O investimento de R$ 18,4 milhões vai revitalizar 4,6 quilômetros das principais vias do município. Na Avenida Conde Matarazzo, além da nova pavimentação em concreto, a obra contempla instalação de calçadas para pedestres, ciclovia, pontos de ônibus, sinalização viária e melhorias no sistema de drenagem. “O concreto é ideal para suportar o tráfego intenso dos caminhões que seguem para o Porto de Antonina”, afirma o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo. REABILITAÇÃO – A técnica de pavimentação em concreto, utilizada pela primeira vez pela Portos do Paraná, é chamada de whitetopping e consiste na reabilitação de pavimentos asfálticos, em que uma nova camada de concreto é aplicada sobre o asfalto existente. “É um material que oferece maior durabilidade e segurança em comparação ao asfalto, além de demandar menor custo de manutenção”, explica Kengo. A Prefeitura de Antonina foi responsável pela elaboração do projeto e acompanhou as sondagens do solo realizadas pela empresa contratada. A avaliação geotécnica, feita no início do ano, teve o objetivo de garantir a qualidade da pavimentação e orientar a escolha dos materiais e técnicas mais adequados para a execução da obra. PORTO EM CRESCIMENTO – Em 2024, o Porto de Antonina movimentou 1,9 milhão de toneladas de cargas, entre açúcar ensacado e a granel, fertilizantes e outros produtos. O volume representa um crescimento de 47% em relação a 2023, quando foram movimentadas 1,3 milhão de toneladas. Atualmente, o Porto de Antonina é um dos terminais administrados pela Portos do Paraná, empresa pública que possui a segunda maior movimentação portuária do Brasil e é hexacampeã em melhor gestão portuária do país, segundo avaliação do Governo Federal. Matéria Completa
R$ 90 milhões: avançam obras em rodovias entre Francisco Beltrão e Dois Vizinhos

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), avança nas obras de ampliação e restauração da PR-180 e PR-281 entre Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, na região Sudoeste. O investimento é de R$ 90.849.999,00 para atender um total de 40,82 quilômetros. No momento, o principal serviço é a terraplenagem na PR-180 entre Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, para ampliar a plataforma da pista. Isso vai permitir o alargamento das faixas de rolamento de 3,20 metros para 3,50 metros, pavimentação de acostamentos e implantação de seis segmentos de terceiras faixas nesse trecho. Estas melhorias e outros dois segmentos serão implantados também na PR-281, totalizando 9,10 quilômetros de faixas adicionais em pontos críticos. A obra prevê a restauração total do pavimento das duas rodovias, sendo 29,93 quilômetros da PR-180 e 10,89 quilômetros da PR-281, com serviços de fresagem do pavimento atual e aplicação de nova camada de pavimento asfáltico, e ainda uma camada mais superficial de pavimento asfáltico modificado em polímero. Em segmentos mais críticos será feita a reconstrução total da pista, desde a sub-base. Também serão implantadas novas sinalizações horizontal e vertical, instalados dispositivos de segurança viária, melhorado o sistema de drenagem de águas e realizados serviços complementares, como enleivamento e hidrossemeadura, entre outros. Nos locais com trabalhos em andamento ocorre a operação pare-e-siga, com usuários devendo seguir com cautela e atenção redobrada pelo trecho, obedecendo a sinalização provisória e orientações de funcionários, garantindo a segurança de todos. Os serviços começaram em setembro e devem ser concluídos no primeiro semestre de 2027. Matéria Completa
Ponte de Guaratuba chega a 80% de execução e obras seguem em ritmo acelerado

A Ponte de Guaratuba, a maior obra de infraestrutura em execução no Paraná, continua em ritmo acelerado e alcançou importantes marcos ao longo do mês de outubro, chegando a 80% de execução. O empreendimento já soma 173 metros de avanço no trecho estaiado, o mais emblemático da obra, e 596,9 metros finalizados no trecho pré-moldado. No trecho pré-moldado, foram concluídas 62 estacas (24 no estaiado e 38 no pré-moldado). Além disso, foram finalizadas 18 vigas travessas e lançadas 128 vigas longarinas, de um total de 142 já fabricadas. No trecho pré-moldado, as pré-lajes continuam a ser instaladas e 14 dos 23 vãos do tabuleiro já foram executados. “Estamos dentro do cronograma e acompanhando de perto a evolução dessa obra emblemática para o Litoral. Essa é uma intervenção que conecta definitivamente o nosso Litoral e que está sendo acompanhada em tempo real pela população. Em breve os dois trechos vão se conectar e a evolução ficará ainda mais clara”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “A Ponte de Guaratuba é uma obra histórica para o Paraná, tanto pela sua complexidade técnica quanto pelo impacto positivo que trará para toda a região litorânea. Estamos acompanhando de perto cada etapa com rigor e responsabilidade”, afirma o diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti. TRECHO ESTAIADO – O trecho estaiado da ponte, responsável por vencer o vão-livre de 160 metros sobre o canal de navegação da Baía de Guaratuba, avança com o método de balanços sucessivos. No apoio 4 já foram executados sete pares de aduelas, somando 92 metros, e no apoio 5, seis pares, totalizando 81 metros. O avanço acumulado nesse trecho chega a 173 metros dos 320 metros previstos. Também foram instalados cinco pares estais no apoio 4 e quatro pares no apoio 5. Os estais são cabos de aço tensionados que se ligam diretamente ao tabuleiro e às torres (mastros) da ponte. Eles sustentam o peso do tabuleiro, transportando as cargas verticais e horizontais para as torres, que por sua vez recebem essas forças e as transferem para as fundações. As obras do passeio e da ciclovia da ponte já começaram. Estão em execução as barreiras de concreto, ciclovias, calçadas e guarda-corpos. O espaço será separado da pista de rolamento por barreira de concreto e com guarda-corpos laterais de 1,30 metro de altura, garantindo segurança a todos os usuários sem comprometer a vista da baía. Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL ACESSOS – Os acessos à ponte também seguem em execução nos dois lados. Do lado de Guaratuba, com aproximadamente 940 metros de extensão, foi intensificada a escavação do morro para adequação da rampa existente. Foram escavados 60 mil metros cúbicos de material e concluídas as contenções com solo grampeado, cortinas atirantadas e estacas raízes. A área total contida chega a 10 mil m². No lado de Matinhos, que conta com aproximadamente 880 metros de extensão, os trabalhos de terraplenagem, drenagem e pavimentação seguem em ritmo avançado. Também está em execução a estrutura da cabeceira da ponte, utilizando a técnica de solo reforçado com paramento em placas de concreto e reforços com geocompostos. Também foi realizada a realocação das cabines da operação do ferry-boat para liberar a continuidade das frentes de obra no local e garantir o avanço do cronograma. As obras no lado de Matinhos seguem em ritmo intenso, com movimentação constante de máquinas e trabalhadores ao longo da pista. Por isso, é fundamental que motoristas respeitem a sinalização, reduzam a velocidade e redobrem os cuidados ao trafegar pela região. Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL ACOMPANHE – A obra da Ponte de Guaratuba é uma iniciativa do Governo do Estado do Paraná, sob a coordenação do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), executada pelo Consórcio Nova Ponte. A construção pode ser acompanhada em tempo real através das câmeras de monitoramento. Basta acessar a página www.pontedeguaratuba.pr.gov.br. Matéria Completa
Obras de implantação do trilho digital do BUD na RMC avançam e estão na reta final

Iniciadas na última quinta-feira (06), as obras da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep) para implantação dos ímãs que guiarão o Bonde Urbano Digital – BUD devem ser concluídas na próxima semana. Serão 1,3 km de ímãs instalados, sendo 1 km na Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel e 300 metros no Terminal São Roque, em Piraquara. O objetivo é que o BUD possa demonstrar a tecnologia de guiagem autônoma em dois cenários distintos: o primeiro, em seu trajeto normal na rodovia; e o segundo, na chegada ao terminal. A utilização de ímãs confere ao sistema alta precisão de condução e manobra para embarque e desembarque. A implantação teve início com a marcação dos pontos que deverão receber os ímãs, feita com apoio de engenheiros topógrafos para garantir a precisão dos locais de instalação. Na sequência, foi iniciada a perfuração dos pontos. A perfuração é realizada por meio de brocas especiais, com aproximadamente 3,5 cm de diâmetro e 5 cm de profundidade. Após a colocação dos ímãs, o buraco é lacrado com uma resina especial. Ao todo, 1.300 furos serão realizados, considerando que os mesmos estão dispostos a cada 1 metro de distância um do outro. A instalação na rodovia tem sido realizada com o apoio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), visto que uma das vias está bloqueada para o trânsito. Já no entorno do Terminal São Roque, equipes da Prefeitura de Piraquara auxiliam na segurança dos usuários e das equipes. Na terça-feira (12), equipes do projeto e do DER/PR concluíram um ajuste nas barreiras New Jersey instaladas na Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel, no cruzamento com a Av. Frei Rui Guido Depine, local que deverá ser utilizado pelo BUD para acesso ao Terminal São Roque, possibilitando que o veículo realize a curva com segurança. Já no município de Pinhais, as obras de requalificação da Av. Ayrton Senna da Silva, conduzidas pela prefeitura, deverão garantir mais conforto e segurança para a operação do BUD no local. Segundo o presidente da Amep, Gilson Santos, o BUD deverá iniciar sua operação em 2025. “Todo o projeto está sendo conduzido conforme o cronograma. Após a conclusão dos trabalhos para implantação da infraestrutura necessária, diversos testes deverão ser realizados antes do início da operação com passageiros. Mas acreditamos que, se todos os testes correrem bem, devemos iniciar a operação com passageiros ainda neste ano”, afirmou. BUD – O Bonde Urbano Digital terá capacidade para 280 passageiros e a tarifa será a mesma do sistema metropolitano, de R$ 5,50. O tempo de viagem também será semelhante ao atual, mas com mais conforto e menor impacto ambiental. Durante a fase de testes, os ônibus que fazem o trajeto entre as duas cidades continuarão operando normalmente. Com 30 metros de comprimento, ar-condicionado e operação bidirecional, o Bonde Urbano Digital pode atingir até 70 km/h, velocidade superior à dos ônibus do sistema BRT, e tem vida útil estimada em 30 anos, o triplo da dos veículos convencionais. O veículo é equipado com sensores, radares e câmeras que garantem rastreamento automático, orientação autônoma e proteção eletrônica ativa, oferecendo mais segurança nas vias, mesmo ao compartilhar espaço com outros veículos. Além de sustentável, o sistema apresenta um custo de implantação até três vezes menor que o de um VLT e pode ser implantado em um prazo de até um ano em vias de até 15 quilômetros. Desenvolvido pela empresa chinesa CRRC Corporation, o BUD tem despertado o interesse de outros estados e países pela combinação entre tecnologia de ponta, sustentabilidade e viabilidade operacional. A previsão é que a linha entre Pinhais e Piraquara comece a operar até o fim deste ano. Matéria Completa
Academia de Ciências Forenses completa seis anos dedicados à formação de peritos no Paraná

A Academia de Ciências Forenses (ACF) completa nesta quarta-feira (12) seis anos de atuação na capacitação e no desenvolvimento de profissionais da Polícia Científica do Paraná (PCIPR). Desde a sua criação, em 2019, a ela tem se consolidado como um espaço de conhecimento, inovação e integração entre ciência e segurança pública, contribuindo para o fortalecimento de perícias e da busca por provas técnicas. Ao longo dos últimos seis anos, a ACF se tornou referência na formação e aperfeiçoamento de peritos e técnicos com a promoção de cursos, pesquisas e parcerias com instituições nacionais e internacionais, resultando em uma formação sólida e atualizada aos profissionais. A Academia também estimula a troca de experiências e o avanço tecnológico na área forense, reforçando o compromisso do Paraná com a excelência e a credibilidade na produção de provas científicas. “Em um cenário onde o conhecimento e a tecnologia evoluem de forma acelerada. A Justiça precisa estar atualizada com técnicas avançadas para a obtenção de provas norteadas pelo rigor científico. Nesse sentido, a Academia se torna um pilar essencial para a excelência profissional e a credibilidade da justiça”, destaca o diretor da ACF, Alexandre Lara. “A capacitação oferecida pela academia vai além da simples aquisição de conhecimentos. Ela envolve a aplicação prática dos conceitos aprendidos em cenários reais.”, explica o diretor. “Os profissionais têm a oportunidade de simular situações de crime e praticar as técnicas de coleta, análise e interpretação de evidências. Essa prática direta permite que eles ganhem confiança em suas habilidades, aprendam a lidar com pressões e desafios do trabalho forense e desenvolvam a capacidade de tomar decisões com base em evidências”. INTEGRAÇÃO – Outro destaque é o papel da Academia na integração entre os profissionais da perícia e o meio acadêmico. Por meio de programas de mestrado e doutorado em parceria com universidades paranaenses, a ACF incentiva a produção científica e a pesquisa aplicada, aproximando a ciência forense do ambiente universitário. Essa aproximação fortalece o desenvolvimento de soluções inovadoras e contribui para a construção de um conhecimento técnico-científico, o que impacta diretamente a qualidade das investigações e a credibilidade diante de órgãos judiciais. PESQUISA E PRESENÇA INTERNACIONAL — Além de investir na formação contínua dos servidores, a Academia também tem ampliado sua atuação em pesquisa e inovação. Atualmente, a ACF coordena o Comitê Científico da Polícia Científica, com mais de 90 estudos em andamento, e conduz o maior curso de formação da história da instituição, que prepara 197 novos profissionais entre peritos e técnicos de perícia. A Academia também mantém parcerias com universidades e centros de pesquisa, fortalecendo o intercâmbio de conhecimento e o desenvolvimento de novas metodologias científicas. Nos últimos anos, a ACF marcou presença em missões internacionais nos Estados Unidos e na França, onde representantes do Paraná participaram de intercâmbios com instituições de referência mundial, como o FBI, o NIST e a Polícia Científica Francesa. “Essas iniciativas reforçam o papel da Academia de Ciências Forenses como um centro de excelência e inovação, comprometido em integrar ciência, tecnologia e justiça em benefício da sociedade paranaense e brasileira”, enfatiza o diretor da ACF Alexandre Lara. Matéria Completa
PAUTA DIA 13 – 13H30: GOVERNADOR AUTORIZA INÍCIO DAS OBRAS DE REURBANIZAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA E ESGOTO DA COMUNIDADE BUBAS, EM FOZ DO IGUAÇU

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assina nesta quinta-feira (13) a ordem de serviço para o início das obras de reurbanização e implantação da rede de água e esgoto na Comunidade Bubas, em Foz do Iguaçu. O investimento total é de R$ 23 milhões, sendo R$ 12 milhões do Governo do Estado e o restante de contrapartida municipal. O projeto prevê a requalificação completa do bairro, com apoio da Sanepar e da Copel. Serviço: Data: 13 de novembro, quinta-feira Horário: 13h30 Local: CEB Francisco Buba – Rua Amor Perfeito, 109 – Foz do Iguaçu – PR Matéria Completa
Fazenda discute orçamento de R$ 81,6 bilhões para 2026 em audiência pública na Alep

A entrega de serviços de qualidade e a rápida ação do Estado em momentos de necessidade foram pontos centrais da audiência pública para discutir a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 realizada nesta terça-feira (11) na Assembleia Legislativa do Paraná. O encontro reuniu representantes das secretarias da Fazenda, e do Planejamento, deputados estaduais, membros da sociedade civil e do setor produtivo para debater a construção da peça orçamentária para o próximo ano. De acordo com o texto, o orçamento do Paraná para 2026 é de R$ 81,6 bilhões, o maior de toda a história do Estado. O valor supera em 4% o recorde da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025, estipulado em R$ 78,7 bilhões. “É preciso fazer com que esses recursos cheguem a quem precisa, seja na forma de serviços ou da pronta resposta em casos de necessidade”, afirma o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. Segundo ele, a rápida ação do Estado à tragédia em Rio Bonito do Iguaçu, devastado por um tornado durante o último fim de semana, mostra a importância de um orçamento bem discutido e executado. “Tão importante quanto o orçamento em si, é sua execução. É aquilo que o Estado de fato entrega para o cidadão”, disse. “É como ele enxerga e vivencia os números que apresentamos aqui. Por isso, elaboramos uma PLOA que seja factível e estamos continuamente trabalhando com os demais órgãos para fazer com que todas essas entregas aconteçam”. Para ele, os investimentos se tornam ainda mais importantes, já que são eles que têm o poder de efetivamente transformar toda uma região e impactar a qualidade de vida do cidadão paranaense — e, para 2026, o Estado quebrará um novo recorde. A PLOA propõe um total de R$ 7,1 bilhões em investimentos em todo o Estado, valor 11% maior do que os R$ 6,3 bilhões da LOA 2025. RESPONSABILIDADE – Apesar dessas projeções de crescimento, o secretário da Fazenda apontou sinais de alerta para o próximo ano. A desaceleração da arrecadação com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em todo o Brasil, a manutenção da taxa de juros a 15% por mais tempo e os impactos da isenção do imposto de renda para os estados são pontos que merecem atenção. “Apresentamos uma PLOA factível, temos uma projeção de crescimento e queremos fazer isso com responsabilidade. Por isso mesmo, é nosso dever ficar atentos a esses movimentos da economia para sabermos se vão ter impacto ou não em nosso orçamento”, disse Ortigara. PARTICIPAÇÃO POPULAR – A exemplo do que aconteceu em 2024, a audiência pública desta terça-feira também foi marcada pela participação popular. Representantes da sociedade civil e do setor produtivo estiveram presentes, acompanharam as discussões e contribuíram com sugestões para o aprimoramento da peça orçamentária. Para o diretor do Orçamento Estadual, Tadeu Cavalcante, essa participação é fundamental para enriquecer a PLOA. “A população participou ativamente de todas as etapas da criação do orçamento de 2026. Muito nos alegra ver essa participação ativa da sociedade, pois é algo que dá muito mais transparência e força ao orçamento”, afirmou. PRÓXIMOS PASSOS – Após a audiência pública desta terça-feira, a PLOA 2026 deve ainda passar por mais algumas etapas de tramitação dentro da Casa antes de ser votada. A Comissão de Orçamento da Assembleia deve apresentar um relatório a partir das sugestões feitas, o qual deve ser levado para votação. Matéria Completa
Arquivo Público do Paraná inaugura exposição valorizando a história do cooperativismo

Foi inaugurada nesta terça-feira (11) a exposição “Raízes Paranaenses: cooperativas constroem um mundo melhor”, na sede do Arquivo Público do Paraná. A iniciativa tem como objetivo valorizar e divulgar a história do cooperativismo no Paraná. A mostra fica aberta até 28 de novembro. A exposição relata o contexto de surgimento do cooperativismo, o histórico da atuação do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), parceira na realização do evento, e apresenta dados sobre o impacto social e econômico desse modelo de negócios. “Um povo sem memória não existe, e nós temos memória graças aos 170 anos de trabalho do Arquivo Público do Paraná. E as cooperativas também têm uma história muito rica no Paraná, que merecem ser apresentadas para as novas gerações”, disse o vice-governador Darci Piana. São mais de 50 itens expostos, oriundos dos acervos do Arquivo Público, do Sistema Ocepar, de cooperativas paranaenses e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), além de 17 painéis informativos. Os visitantes da exposição podem encontrar diversos registros, como mapas e diagramas históricos, fotos de marcos relevantes do cooperativismo, e itens importantes para o tema. A iniciativa faz parte das celebrações pelo Ano Internacional do Cooperativismo, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Esse é um ano importantíssimo para o Arquivo Público e para a Ocepar também. A ONU reconheceu 2025 como o Ano Internacional do Cooperativismo, mostrando como as cooperativas constroem um mundo melhor. Essa parceria é importante porque permite que a população conheça mais sobre o Arquivo e sobre o cooperativismo”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. As 227 cooperativas do Paraná movimentam o equivalente a R$ 200 bilhões por ano e são responsáveis pela transformação de 65% da produção de grãos e 45% da produção de proteína animal no Estado em 157 agroindústrias, agregando valor a esses produtos. “Hoje, entre as cinco maiores empresas do Paraná, três são cooperativas. Demonstra a força do cooperativismo”, reforçou. O diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir César Martins, prestigiou a abertura da exposição e destacou a importância da extensão rural no fortalecimento das cooperativas. “Várias delas tiveram intervenção forte dos extensionistas que ficavam dentro das cooperativas, fazendo o trabalho com o quadro social, vendendo a ideia do cooperativismo. Ao longo do tempo, foram crescendo e algumas se transformaram no que já são, como Coamo, C-Vale, Copacol e a Copagril”, afirmou. IMPORTÂNCIA DO ARQUIVO PÚBLICO – A iniciativa poderá ser visitada de segunda a sexta-feira das 9h às 12h e das 13h30 às 17h até 28 de novembro, na sede do Deap (Rua dos Funcionários, 1796 – Cabral, Curitiba). “Neste ano o Arquivo Público completa 170 anos, então estamos utilizando o acervo dele para resgatar as raízes paranaenses. Não há como pensar no Estado do Paraná sem o cooperativismo, que surgiu também com grande participação dos imigrantes, há mais de um século”, disse o secretário da Administração e da Previdência, Luizão Goulart. “Fazer exposições mostra todo o rico acervo do Arquivo Público, e o trabalho de todos os servidores e de gestão documental. Não há como construirmos um futuro melhor sem acesso ao passado, e o Arquivo está aqui também para ajudar nisso”, explicou a diretora do Arquivo Público do Paraná, Fabiane Bergmann. PRESENÇAS – Também prestigiaram a abertura o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca; a diretora do Arquivo Municipal de Curitiba, Karla Martinelli; o vice-presidente da C. Vale Cooperativa Agroindustrial, Ademar Pedron; o presidente da Cooperacom, Rubens Genaro; o superintendente da Fecoopar, Nelson Costa; o presidente da cooperativa Alía, Gilmar Ostroski; e o presidente da Fetranspar, Sérgio Malucelli. Matéria Completa
Paraná tem superintendência para ações estratégicas voltadas à transição energética

O Paraná passou a contar a partir deste ano com ferramentas fundamentais para a estratégia do Governo para conduzir o Estado à transição energética e ao desenvolvimento de energias renováveis. Entre os principais avanços estão a elaboração e a entrega do Plano do Hidrogênio Renovável e do Plano do Biogás e Biometano, ambos a cargo Superintendência-Geral de Gestão Energética (Supen), vinculada à Secretaria do Planejamento (SEPL), que nesta terça-feira (11), completa um ano de existência. Em 12 meses, a Supen avançou em articulação estratégica como, por exemplo, referente ao projeto de biometano no setor de aterros sanitários e ao primeiro posto de combustível biometano no Paraná, além de ações para o programa Ilumina Paraná, que visa alcançar 100% dos municípios paranaenses com iluminação de LED. Para o secretário do Planejamento, Ulisses Maia, os avanços promovidos nesta área, em um ano, marcam a materialização do olhar do Governo do Estado voltado ao tema energético de forma moderna e certeira. “Por meio da Supen, a secretaria faz essa articulação e pensa o presente e o futuro da energia. Isso tudo com o objetivo de transformar a vida dos paranaenses”, afirma o secretário. Criada em 11 de novembro de 2024, a Supen tem como objetivo concentrar e coordenar as ações estratégicas do Estado no setor energético, com foco no planejamento de longo prazo, eficiência, inovação e a implementação eficaz de políticas públicas direcionadas a projetos prioritários, especialmente aqueles relacionados à transição energética e ao desenvolvimento de energias renováveis. HIDROGÊNIO – O Plano do Hidrogênio Renovável, apresentado em janeiro ao governador Carlos Massa Ratinho Junior, mapeia as potencialidades e demandas necessárias para o desenvolvimento dessa nova matriz energética no Estado. O hidrogênio renovável tem recebido atenção especial no Paraná com foco principal no uso do biogás derivado da biomassa que resta das produções agropecuárias. O projeto contou com a colaboração de 22 autoridades da área energética, entre doutores, professores, especialistas da iniciativa privada e da área pública tratando sobre energia renovável, em especial o hidrogênio. O Plano do Hidrogênio Renovável no Paraná está materializado em um livro composto de três capítulos: mercado, potencial e rumos para a descarbonização. O livro apresenta um mapeamento energético do Estado e de suas vocações, assim como uma análise produtiva do Paraná e das qualidades para compor essa potencial oferta de energia com a demanda que é necessária. Os benefícios dessa produção terão nova energia limpa, com redução na emissão de gases poluentes, dinamismo na estocagem e transporte e ampliação da disponibilidade energética. BIOGÁS E BIOMETANO – O Plano de Biogás e Biotemano foi entregue em agosto. Alinhado ao desenvolvimento sustentável, traz propostas de ações para diversificar a matriz energética, integrar recursos renováveis e otimizar a gestão de resíduos. O objetivo é reduzir emissões, promover geração descentralizada de energia e fortalecer o posicionamento estratégico do Estado. A iniciativa contribui diretamente para a promoção da economia circular ao transformar resíduos orgânicos em energia e subprodutos de valor agregado. Entre os principais benefícios, destacam-se a redução das emissões de gases de efeito estufa, a valorização de resíduos e o fortalecimento da economia local. Sua estrutura contempla um conjunto integrado de análises, diretrizes estratégicas e propostas de ação, organizadas para subsidiar a formulação de políticas públicas, atrair investimentos e impulsionar a competitividade do setor. “Estamos focados na articulação estratégica entre os setores da economia paranaense e o Governo, de forma a garantir, não somente um futuro energético sustentável, mas também a disponibilidade, segurança e resiliência energética em nosso Estado, com um olhar atencioso à descarbonização da economia, através de insumos estratégicos provenientes da biomassa”, explica o superintendente-geral de Gestão Energética, Sandro Vieira. A Supen também participou, com capacitação técnica de equipamentos, do Programa Ilumina Paraná. Operacionalizado pela Secretaria das Cidades (Secid), ele visa alcançar 100% dos municípios paranaenses com iluminação de LED. O investimento previsto é de R$ 300 milhões. O programa tem como objetivo acelerar a troca dos equipamentos, alcançando 100% das cidades até 2026, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Cerca de 105 cidades serão beneficiadas pela iniciativa, que não interfere nas localidades que possuem Parcerias Público-Privadas (PPPs) na iluminação pública, uma vez que é obrigação das empresas substituírem as luminárias. COORDENAÇÕES – Para cumprir esse objetivo, a Supen é dividida em três coordenações: de Energia Elétrica; de Gás, Biocombustíveis e Hidrogênio; e de Inovação, Infraestrutura, Mobilidade Elétrica, Baterias e Data Center. A Coordenação de Energia Elétrica trata de ações que envolvem as matrizes de geração elétrica nas fontes tradicionalmente conhecidas, tais como hidrelétrica, termoelétrica, solar e eólica, transmissão e geração propriamente ditas, seja por meio de hélices, hidrelétricas ou placas solares. Os temas abordados são próximos aos da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A vertical de atuação da Supen que trata de Gás, Biocombustíveis e Hidrogênio realiza articulações técnicas que reúnem os setored público e privado para criar e aplicar políticas públicas que utilizem essas matérias-primas e atraiam investimentos para o Paraná. A Coordenação de Inovação, Infraestrutura, Mobilidade Elétrica, Baterias e Data Center é responsável por ajudar o Governo do Paraná a se desenvolver nos segmentos que nomeiam a coordenação. Assim como a Coordenação de Gás, Biocombustíveis e Hidrogênio, este segmento também faz articulações técnicas entre os setores público e privado. Buscando soluções inovadoras e sustentáveis, essa divisão trabalha para identificar modelos de referência no setor energético, tanto do Brasil quanto de outros países, a fim de serem aplicados à realidade do Paraná. A Superintendência-Geral, além do trabalho nas coordenações, possui outras atividades, como a representação do Paraná no Fórum Nacional de Secretários de Minas e Energia e na presidência do Comitê de Governança do Biogás e Hidrogênio Renovável. Também atua no Plano Estadual de Segurança Energética e Plano de Descarbonização da Economia Paranaense, realiza o estudo de viabilidade para construção de redes de gás para municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e atua no Projeto GD para prédios públicos do Governo do Estado. COMPOSIÇÃO – Atualmente, a Supen é composta pelo superintendente-geral Sandro Vieira; o coordenador de Gás, Biocombustíveis e Hidrogênio, Thiago Olinda; o coordenador de Inovação e Infraestrutura, Zeno