PAUTA DIA 13 – 13H30: GOVERNADOR AUTORIZA INÍCIO DAS OBRAS DE REURBANIZAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA E ESGOTO DA COMUNIDADE BUBAS, EM FOZ DO IGUAÇU

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assina nesta quinta-feira (13) a ordem de serviço para o início das obras de reurbanização e implantação da rede de água e esgoto na Comunidade Bubas, em Foz do Iguaçu. O investimento total é de R$ 23 milhões, sendo R$ 12 milhões do Governo do Estado e o restante de contrapartida municipal. O projeto prevê a requalificação completa do bairro, com apoio da Sanepar e da Copel. Serviço: Data: 13 de novembro, quinta-feira Horário: 13h30 Local: CEB Francisco Buba – Rua Amor Perfeito, 109 – Foz do Iguaçu – PR Matéria Completa

Fazenda discute orçamento de R$ 81,6 bilhões para 2026 em audiência pública na Alep

A entrega de serviços de qualidade e a rápida ação do Estado em momentos de necessidade foram pontos centrais da audiência pública para discutir a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 realizada nesta terça-feira (11) na Assembleia Legislativa do Paraná. O encontro reuniu representantes das secretarias da Fazenda, e do Planejamento, deputados estaduais, membros da sociedade civil e do setor produtivo para debater a construção da peça orçamentária para o próximo ano. De acordo com o texto, o orçamento do Paraná para 2026 é de R$ 81,6 bilhões, o maior de toda a história do Estado. O valor supera em 4% o recorde da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025, estipulado em R$ 78,7 bilhões. “É preciso fazer com que esses recursos cheguem a quem precisa, seja na forma de serviços ou da pronta resposta em casos de necessidade”, afirma o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. Segundo ele, a rápida ação do Estado à tragédia em Rio Bonito do Iguaçu, devastado por um tornado durante o último fim de semana, mostra a importância de um orçamento bem discutido e executado. “Tão importante quanto o orçamento em si, é sua execução. É aquilo que o Estado de fato entrega para o cidadão”, disse. “É como ele enxerga e vivencia os números que apresentamos aqui. Por isso, elaboramos uma PLOA que seja factível e estamos continuamente trabalhando com os demais órgãos para fazer com que todas essas entregas aconteçam”. Para ele, os investimentos se tornam ainda mais importantes, já que são eles que têm o poder de efetivamente transformar toda uma região e impactar a qualidade de vida do cidadão paranaense — e, para 2026, o Estado quebrará um novo recorde. A PLOA propõe um total de R$ 7,1 bilhões em investimentos em todo o Estado, valor 11% maior do que os R$ 6,3 bilhões da LOA 2025. RESPONSABILIDADE – Apesar dessas projeções de crescimento, o secretário da Fazenda apontou sinais de alerta para o próximo ano. A desaceleração da arrecadação com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em todo o Brasil, a manutenção da taxa de juros a 15% por mais tempo e os impactos da isenção do imposto de renda para os estados são pontos que merecem atenção. “Apresentamos uma PLOA factível, temos uma projeção de crescimento e queremos fazer isso com responsabilidade. Por isso mesmo, é nosso dever ficar atentos a esses movimentos da economia para sabermos se vão ter impacto ou não em nosso orçamento”, disse Ortigara. PARTICIPAÇÃO POPULAR – A exemplo do que aconteceu em 2024, a audiência pública desta terça-feira também foi marcada pela participação popular. Representantes da sociedade civil e do setor produtivo estiveram presentes, acompanharam as discussões e contribuíram com sugestões para o aprimoramento da peça orçamentária. Para o diretor do Orçamento Estadual, Tadeu Cavalcante, essa participação é fundamental para enriquecer a PLOA. “A população participou ativamente de todas as etapas da criação do orçamento de 2026. Muito nos alegra ver essa participação ativa da sociedade, pois é algo que dá muito mais transparência e força ao orçamento”, afirmou. PRÓXIMOS PASSOS – Após a audiência pública desta terça-feira, a PLOA 2026 deve ainda passar por mais algumas etapas de tramitação dentro da Casa antes de ser votada. A Comissão de Orçamento da Assembleia deve apresentar um relatório a partir das sugestões feitas, o qual deve ser levado para votação. Matéria Completa

Arquivo Público do Paraná inaugura exposição valorizando a história do cooperativismo

Foi inaugurada nesta terça-feira (11) a exposição “Raízes Paranaenses: cooperativas constroem um mundo melhor”, na sede do Arquivo Público do Paraná. A iniciativa tem como objetivo valorizar e divulgar a história do cooperativismo no Paraná. A mostra fica aberta até 28 de novembro. A exposição relata o contexto de surgimento do cooperativismo, o histórico da atuação do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), parceira na realização do evento, e apresenta dados sobre o impacto social e econômico desse modelo de negócios. “Um povo sem memória não existe, e nós temos memória graças aos 170 anos de trabalho do Arquivo Público do Paraná. E as cooperativas também têm uma história muito rica no Paraná, que merecem ser apresentadas para as novas gerações”, disse o vice-governador Darci Piana. São mais de 50 itens expostos, oriundos dos acervos do Arquivo Público, do Sistema Ocepar, de cooperativas paranaenses e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), além de 17 painéis informativos. Os visitantes da exposição podem encontrar diversos registros, como mapas e diagramas históricos, fotos de marcos relevantes do cooperativismo, e itens importantes para o tema. A iniciativa faz parte das celebrações pelo Ano Internacional do Cooperativismo, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Esse é um ano importantíssimo para o Arquivo Público e para a Ocepar também. A ONU reconheceu 2025 como o Ano Internacional do Cooperativismo, mostrando como as cooperativas constroem um mundo melhor. Essa parceria é importante porque permite que a população conheça mais sobre o Arquivo e sobre o cooperativismo”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. As 227 cooperativas do Paraná movimentam o equivalente a R$ 200 bilhões por ano e são responsáveis pela transformação de 65% da produção de grãos e 45% da produção de proteína animal no Estado em 157 agroindústrias, agregando valor a esses produtos. “Hoje, entre as cinco maiores empresas do Paraná, três são cooperativas. Demonstra a força do cooperativismo”, reforçou.  O diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir César Martins, prestigiou a abertura da exposição e destacou a importância da extensão rural no fortalecimento das cooperativas. “Várias delas tiveram intervenção forte dos extensionistas que ficavam dentro das cooperativas, fazendo o trabalho com o quadro social, vendendo a ideia do cooperativismo. Ao longo do tempo, foram crescendo e algumas se transformaram no que já são, como Coamo, C-Vale, Copacol e a Copagril”, afirmou. IMPORTÂNCIA DO ARQUIVO PÚBLICO – A iniciativa poderá ser visitada de segunda a sexta-feira das 9h às 12h e das 13h30 às 17h até 28 de novembro, na sede do Deap (Rua dos Funcionários, 1796 – Cabral, Curitiba). “Neste ano o Arquivo Público completa 170 anos, então estamos utilizando o acervo dele para resgatar as raízes paranaenses. Não há como pensar no Estado do Paraná sem o cooperativismo, que surgiu também com grande participação dos imigrantes, há mais de um século”, disse o secretário da Administração e da Previdência, Luizão Goulart. “Fazer exposições mostra todo o rico acervo do Arquivo Público, e o trabalho de todos os servidores e de gestão documental. Não há como construirmos um futuro melhor sem acesso ao passado, e o Arquivo está aqui também para ajudar nisso”, explicou a diretora do Arquivo Público do Paraná, Fabiane Bergmann. PRESENÇAS – Também prestigiaram a abertura o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca; a diretora do Arquivo Municipal de Curitiba, Karla Martinelli; o vice-presidente da C. Vale Cooperativa Agroindustrial, Ademar Pedron; o presidente da Cooperacom, Rubens Genaro; o superintendente da Fecoopar, Nelson Costa; o presidente da cooperativa Alía, Gilmar Ostroski; e o presidente da Fetranspar, Sérgio Malucelli. Matéria Completa

Paraná tem superintendência para ações estratégicas voltadas à transição energética

O Paraná passou a contar a partir deste ano com ferramentas fundamentais para a estratégia do Governo para conduzir o Estado à transição energética e ao desenvolvimento de energias renováveis. Entre os principais avanços estão a elaboração e a entrega do Plano do Hidrogênio Renovável e do Plano do Biogás e Biometano, ambos a cargo Superintendência-Geral de Gestão Energética (Supen), vinculada à Secretaria do Planejamento (SEPL), que nesta terça-feira (11), completa um ano de existência. Em 12 meses, a Supen avançou em articulação estratégica como, por exemplo, referente ao projeto de biometano no setor de aterros sanitários e ao primeiro posto de combustível biometano no Paraná, além de ações para o programa Ilumina Paraná, que visa alcançar 100% dos municípios paranaenses com iluminação de LED. Para o secretário do Planejamento, Ulisses Maia, os avanços promovidos nesta área, em um ano, marcam a materialização do olhar do Governo do Estado voltado ao tema energético de forma moderna e certeira. “Por meio da Supen, a secretaria faz essa articulação e pensa o presente e o futuro da energia. Isso tudo com o objetivo de transformar a vida dos paranaenses”, afirma o secretário. Criada em 11 de novembro de 2024, a Supen tem como objetivo concentrar e coordenar as ações estratégicas do Estado no setor energético, com foco no planejamento de longo prazo, eficiência, inovação e a implementação eficaz de políticas públicas direcionadas a projetos prioritários, especialmente aqueles relacionados à transição energética e ao desenvolvimento de energias renováveis. HIDROGÊNIO – O Plano do Hidrogênio Renovável, apresentado em janeiro ao governador Carlos Massa Ratinho Junior, mapeia as potencialidades e demandas necessárias para o desenvolvimento dessa nova matriz energética no Estado. O hidrogênio renovável tem recebido atenção especial no Paraná com foco principal no uso do biogás derivado da biomassa que resta das produções agropecuárias. O projeto contou com a colaboração de 22 autoridades da área energética, entre doutores, professores, especialistas da iniciativa privada e da área pública tratando sobre energia renovável, em especial o hidrogênio. O Plano do Hidrogênio Renovável no Paraná está materializado em um livro composto de três capítulos: mercado, potencial e rumos para a descarbonização. O livro apresenta um mapeamento energético do Estado e de suas vocações, assim como uma análise produtiva do Paraná e das qualidades para compor essa potencial oferta de energia com a demanda que é necessária. Os benefícios dessa produção terão nova energia limpa, com redução na emissão de gases poluentes, dinamismo na estocagem e transporte e ampliação da disponibilidade energética. BIOGÁS E BIOMETANO – O Plano de Biogás e Biotemano foi entregue em agosto. Alinhado ao desenvolvimento sustentável, traz propostas de ações para diversificar a matriz energética, integrar recursos renováveis e otimizar a gestão de resíduos. O objetivo é reduzir emissões, promover geração descentralizada de energia e fortalecer o posicionamento estratégico do Estado. A iniciativa contribui diretamente para a promoção da economia circular ao transformar resíduos orgânicos em energia e subprodutos de valor agregado. Entre os principais benefícios, destacam-se a redução das emissões de gases de efeito estufa, a valorização de resíduos e o fortalecimento da economia local. Sua estrutura contempla um conjunto integrado de análises, diretrizes estratégicas e propostas de ação, organizadas para subsidiar a formulação de políticas públicas, atrair investimentos e impulsionar a competitividade do setor. “Estamos focados na articulação estratégica entre os setores da economia paranaense e o Governo, de forma a garantir, não somente um futuro energético sustentável, mas também a disponibilidade, segurança e resiliência energética em nosso Estado, com um olhar atencioso à descarbonização da economia, através de insumos estratégicos provenientes da biomassa”, explica o superintendente-geral de Gestão Energética, Sandro Vieira. A Supen também participou, com capacitação técnica de equipamentos, do Programa Ilumina Paraná. Operacionalizado pela Secretaria das Cidades (Secid), ele visa alcançar 100% dos municípios paranaenses com iluminação de LED. O investimento previsto é de R$ 300 milhões. O programa tem como objetivo acelerar a troca dos equipamentos, alcançando 100% das cidades até 2026, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Cerca de 105 cidades serão beneficiadas pela iniciativa, que não interfere nas localidades que possuem Parcerias Público-Privadas (PPPs) na iluminação pública, uma vez que é obrigação das empresas substituírem as luminárias. COORDENAÇÕES – Para cumprir esse objetivo, a Supen é dividida em três coordenações: de Energia Elétrica; de Gás, Biocombustíveis e Hidrogênio; e de Inovação, Infraestrutura, Mobilidade Elétrica, Baterias e Data Center. A Coordenação de Energia Elétrica trata de ações que envolvem as matrizes de geração elétrica nas fontes tradicionalmente conhecidas, tais como hidrelétrica, termoelétrica, solar e eólica, transmissão e geração propriamente ditas, seja por meio de hélices, hidrelétricas ou placas solares. Os temas abordados são próximos aos da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A vertical de atuação da Supen que trata de Gás, Biocombustíveis e Hidrogênio realiza articulações técnicas que reúnem os setored público e privado para criar e aplicar políticas públicas que utilizem essas matérias-primas e atraiam investimentos para o Paraná. A Coordenação de Inovação, Infraestrutura, Mobilidade Elétrica, Baterias e Data Center é responsável por ajudar o Governo do Paraná a se desenvolver nos segmentos que nomeiam a coordenação. Assim como a Coordenação de Gás, Biocombustíveis e Hidrogênio, este segmento também faz articulações técnicas entre os setores público e privado. Buscando soluções inovadoras e sustentáveis, essa divisão trabalha para identificar modelos de referência no setor energético, tanto do Brasil quanto de outros países, a fim de serem aplicados à realidade do Paraná. A Superintendência-Geral, além do trabalho nas coordenações, possui outras atividades, como a representação do Paraná no Fórum Nacional de Secretários de Minas e Energia e na presidência do Comitê de Governança do Biogás e Hidrogênio Renovável. Também atua no Plano Estadual de Segurança Energética e Plano de Descarbonização da Economia Paranaense, realiza o estudo de viabilidade para construção de redes de gás para municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e atua no Projeto GD para prédios públicos do Governo do Estado. COMPOSIÇÃO – Atualmente, a Supen é composta pelo superintendente-geral Sandro Vieira; o coordenador de Gás, Biocombustíveis e Hidrogênio, Thiago Olinda; o coordenador de Inovação e Infraestrutura, Zeno

SegHidro: projeto da Sanepar coleta amostras em minas e poços no Litoral

A Sanepar iniciou um mapeamento inédito das águas subterrâneas utilizadas para o abastecimento público, com a coleta e análise das águas de poços no Litoral do Paraná. A ação parte dos esforços da Companhia para garantir disponibilidade e qualidade da água agora e no futuro. As coletas ocorreram em duas minas utilizadas pela Sanepar no abastecimento público de Guaraqueçaba e em um poço da localidade de Sambaqui, em Morretes. As atividades integram o projeto Segurança Hídrica com Águas Subterrâneas (SegHidro) implantado pela Companhia em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo a gerente de Recursos Hídricos da Sanepar, Ester Assis Mendes, com o SegHidro haverá um monitoramento detalhado de cerca de 1,3 mil poços em operação pela Sanepar no Paraná, com dados sobre a qualidade e a quantidade das águas subterrâneas utilizadas para abastecimento público, trazendo melhores condições para o gerenciamento sustentável deste recurso, especialmente com os crescentes desafios climáticos. “Essa é uma das maiores campanhas de amostragem de águas subterrâneas já feitas no país, sendo um monitoramento inédito em seu formato e abrangência”, disse. Ester lembra ainda que o SegHidro busca o estabelecimento de parcerias, convênios e investimentos visando a segurança da água e a garantia de disponibilidade do recurso em quantidade e qualidade suficientes para o abastecimento público. Ela informa que o estudo sobre as águas subterrâneas ocorre em parceria com UFPR por meio do Laboratório de Pesquisas Hidrogeológicas (LPH) da Universidade, que tem quase três décadas de trabalho com análises de águas e as pesquisas em hidrogeologia. DESAFIO – No Litoral, as amostras foram coletadas pelo funcionário da Sanepar Jonas Alves Machado, que recebeu treinamento específico para o trabalho do SegHidro. Segundo ele, o primeiro desafio de uma coleta é o acesso, pois nem sempre os locais são fáceis de chegar. “Em Guaraqueçaba, por exemplo, apenas para o acesso a uma mina precisamos percorrer 1.200 metros a pé dentro da mata. Para o local, levamos equipamentos e instrumentos que permitem a coleta de modo seguro e adequado e também a realização de análises de alguns parâmetros, como temperatura, pH e condutividade”, conta Jonas. Assim como Jonas, todos os demais empregados amostradores da Sanepar (pessoal treinado para coletar amostras) levam para o campo uma maleta especial com um equipamento de medição e soluções específicas de calibragem da sonda multiparamétrica. Além das análises no local da coleta, os amostradores devem ter outros cuidados específicos, como a manutenção das amostras a uma temperatura que não ultrapasse os 6º C, uma exigência para análises microbiológicas em laboratório. Os resultados das análises alcançados no momento da coleta são inseridos em um aplicativo de caracterização de dados de campo, o CDC, criado por Ronaldo Wander Fernandes, outro empregado da Sanepar. A partir das inserções, os dados poderão gerar uma “fotografia” de como estão as fontes subterrâneas analisadas.  AGENDA – As próximas coletas de águas subterrâneas ocorrerão em dezembro em poços e minas da região de Foz do Iguaçu e de Toledo, no Oeste. De acordo com Ester, a fase de coleta de amostras levará nove meses, mas o trabalho do SegHidro possui outras etapas e, pelo convênio atual, seguirá, pelo menos, até 2030. “O trabalho foca na disponibilidade de água em quantidade e qualidade suficientes para o atendimento às necessidades humanas, à prática das atividades econômicas e à conservação dos ecossistemas aquáticos, com a possibilidade de serem desenvolvidos outras atividades e outros projetos para a segurança hídrica, conservação e restauração do meio ambiente e promoção da saúde”, explica. As águas subterrâneas representam 18% do total de fontes de abastecimento no Paraná, atendendo 630 localidades. As amostras coletadas no SegHidro seguem para análises na Gerência de Avaliação de Conformidades da Sanepar (GACF) e para o LPH da UFPR. Matéria Completa

Governo amplia FDE para atender empresas atingidas por situações de calamidade

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta segunda-feira (10) a Lei Estadual nº 22.769, que permite o uso do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) para atender empresas e cooperativas de qualquer porte assoladas por situações de calamidade pública ou crises externas com recursos do programa Paraná Mais Empregos para equalização de taxas de juros. A medida foi proposta originalmente diante do prejuízo provocado ao setor produtivo pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que afetam diferentes produtos paranaenses desde agosto passado. A alteração beneficia também as empresas afetadas pela situação de calamidade do momento, como é o caso das empresas de Rio Bonito do Iguaçu, município que foi devastado por um tornado na sexta-feira (7). Para permitir as mudanças, o texto altera as leis que regem o FDE (Lei nº 5.515/1967) e que preveem repasses do Fundo à Fomento Paraná e ao BRDE para equalização de taxas de juros no âmbito do Programa Paraná Mais Empregos (Lei nº 20.165/2020). O texto foi apreciado pela Assembleia Legislativa em duas sessões plenárias realizadas em 1º e 2º turno e encaminhado para sanção do governador. A iniciativa amplia o escopo de beneficiários do programa Paraná Mais Empregos, operado pela Fomento Paraná e pelo Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), fornecendo condições de crédito mais acessíveis e estímulos à manutenção da atividade econômica e dos empregos. “Tais mecanismos serão úteis na mitigação de efeitos negativos passíveis de comprometer a competitividade e a sustentabilidade financeira dos empreendedores paranaenses, preservando a capacidade operacional de empresas e cooperativas e assegurando a continuidade de contratos e de produção, além da manutenção de empregos locais”, justifica o governador Ratinho Júnior. O novo texto inclui empresas e cooperativas situadas no Paraná, independentemente de seu porte, que, em razão de situações de calamidade pública, eventos extraordinários ou riscos econômicos relevantes, venham a ser enquadradas como beneficiárias por ato do Poder Executivo, nos termos definidos em regulamento. Além disso, as empresas também poderão contratar operações de capital de giro para manter o funcionamento das atividades. “Com essa modernização, as empresas e cooperativas poderão pegar crédito em condições mais acessíveis para manter as operações e preservar empregos, mesmo em tempos de dificuldade”, diz o diretor-presidente da a Fomento Paraná, Claudio Stabile. Matéria Completa

Edital de restauração em concreto entre Lidianópolis e Manoel Ribas tem vencedor

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) publicou nesta segunda-feira (10) o resultado da licitação para restaurar e ampliar em concreto a PRC-466 entre Lidianópolis, no Vale do Ivaí, e Manoel Ribas, na região Central, em uma extensão de 51,86 quilômetros. O DER-Paraná é uma autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL). O Consórcio Construtor PR-466 – Porto Ubá, formado pelas empresas Construtora Tripoloni Ltda. e Consol – Engenheiros Consultores Ltda., foi declarado vencedor com a proposta negociada de R$ 558.590.000,00, e por ter a sua documentação habilitada por comissão de contratação do DER/PR. Com a publicação do resultado, tem início período para interposição de recursos pelas demais participantes, em até três dias úteis. A empresa Construtora Tripoloni Ltda. foi a segunda classificada na sessão de disputa, tendo sido convocada após a primeira ser desclassificada por não ter atendido critérios exigidos pelo edital da obra. O segmento contemplado começa em Porto Ubá, localidade de Lidianópolis, incluindo a ponte sobre o Rio Ivaí, passa por Jardim Alegre e Ivaiporã, também no Vale do Ivaí, e termina no acesso a uma subestação de Furnas, no território de Manoel Ribas. Está prevista a restauração em concreto de todo o trecho utilizando a técnica whitetopping, que aproveita o pavimento de asfalto existente como base para o novo pavimento rígido de concreto, além de um trecho de duplicação de 15,9 quilômetros, 17,18 quilômetros de terceiras faixas em pontos críticos, e ainda acostamentos, vias marginais e a construção de seis novos viadutos. Um dos viadutos será implantado em Lidianópolis, substituindo a rotatória com a Rua Mato Grosso; outro no entroncamento com a PR-082, acesso para Lunardelli; dois viadutos em Jardim Alegre, ambos nos entroncamentos com a Avenida Mattos Leão; e dois também em Ivaiporã, um no entroncamento com a PR-846, e outro no entroncamento com a Avenida Ladislao Gil Fernandes. O trecho de duplicação contempla principalmente os municípios de Jardim Alegre e Ivaiporã, começando um pouco antes do entroncamento com a PR-082 e terminando próximo ao Centro de Distribuição da Comercial Ivaiporã, passando pelo perímetro urbano de ambos municípios. O edital prevê também o alargamento da ponte sobre o Rio Ivaí em Porto Ubá para implantar acostamentos e passeios para pedestres, separados por novas barreiras de concreto. A estrutura em 289,6 metros de extensão. Ainda estão previstas novas rotatórias, retornos em nível, iluminação rodoviária, novo sistema de drenagem de águas, sinalização vertical e horizontal, e demais melhorias. A licitação utiliza o regime de Contratação Integrada, com um prazo total de 1.020 dias. 300 dias serão dedicados à elaboração do projeto básico e projeto executivo de engenharia, com 720 dias para execução da obra em si. Confira o vídeo: Matéria Completa

Nova Lei de Licitações em reunião

INFRAVIA-PR discute regulamentação da Nova Lei de Licitações em reunião com a Presidência da ALEP Curitiba, 25 de setembro de 2025 – A ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DE INFRAESTRUTURA VIÁRIA DO ESTADO DO PARANÁ (INFRAVIA-PR) participou, no dia 24 de setembro, de reunião institucional com a alta cúpula da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), a convite da Presidência da Casa, para tratar das principais demandas do setor de infraestrutura em torno da necessária regulamentação da Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos). O encontro contou com a presença do presidente da ALEP, deputado Alexandre Curi, do deputado Artagão Júnior, do diretor-geral da Assembleia, Dr. Wellington Dalmaz, e da assessoria jurídica da Presidência, representada pela Dra. Renata Desplanches. Também foi destacada a acolhida do deputado Net Leprevost, presidente da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações da ALEP, representado na ocasião pela Dra. Karla H., que acompanhou os debates em nome do parlamentar. Participaram ainda representantes do SICEPOT-PR e de empresas convidadas, que aportaram subsídios técnicos e experiências práticas ao debate. Durante a reunião, foram discutidos pontos centrais para a modernização dos processos de contratação pública, como:• a inversão de fases nos processos licitatórios de obras e serviços de engenharia, mecanismo que estabelece a análise das propostas antes da habilitação das empresas. A medida garante mais transparência, objetividade e celeridade, reduzindo contestações e fortalecendo a competitividade entre os participantes• a valorização da engenharia orçamentária, como instrumento técnico capaz de assegurar orçamentos realistas e compatíveis com as condições de mercado;• a defesa da boa engenharia, elemento essencial para garantir a qualidade, a sustentabilidade e a efetividade das obras públicas em benefício da sociedade. A INFRAVIA-PR destacou sua missão institucional de colaborar tecnicamente com os Poderes constituídos, sempre orientada pelo interesse público, pela livre concorrência e pelo compromisso com uma infraestrutura viária que responda às necessidades do desenvolvimento do Paraná. “O avanço da regulamentação da Lei 14.133 é indispensável para consolidar um modelo de contratações transparente, moderno e alinhado às melhores práticas de governança. A Assembleia Legislativa tem se mostrado receptiva e comprometida em conduzir esse diálogo com seriedade e visão de futuro”, afirmou o secretário-geral da INFRAVIA-PR, Rodrigo Gawlik Junior. O presidente da ALEP, deputado Alexandre Curi, reforçou que a Casa Legislativa continuará sendo espaço de debate qualificado, aberto à escuta do setor produtivo e das entidades representativas da engenharia paranaense. A reunião marcou mais um passo importante no fortalecimento da interlocução entre o setor de infraestrutura viária e o Legislativo estadual, reafirmando a importância de uma regulamentação que assegure obras de qualidade, transparência nos processos e ganhos efetivos para a sociedade paranaense.