SegHidro: projeto da Sanepar coleta amostras em minas e poços no Litoral

A Sanepar iniciou um mapeamento inédito das águas subterrâneas utilizadas para o abastecimento público, com a coleta e análise das águas de poços no Litoral do Paraná. A ação parte dos esforços da Companhia para garantir disponibilidade e qualidade da água agora e no futuro. As coletas ocorreram em duas minas utilizadas pela Sanepar no abastecimento público de Guaraqueçaba e em um poço da localidade de Sambaqui, em Morretes. As atividades integram o projeto Segurança Hídrica com Águas Subterrâneas (SegHidro) implantado pela Companhia em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo a gerente de Recursos Hídricos da Sanepar, Ester Assis Mendes, com o SegHidro haverá um monitoramento detalhado de cerca de 1,3 mil poços em operação pela Sanepar no Paraná, com dados sobre a qualidade e a quantidade das águas subterrâneas utilizadas para abastecimento público, trazendo melhores condições para o gerenciamento sustentável deste recurso, especialmente com os crescentes desafios climáticos. “Essa é uma das maiores campanhas de amostragem de águas subterrâneas já feitas no país, sendo um monitoramento inédito em seu formato e abrangência”, disse. Ester lembra ainda que o SegHidro busca o estabelecimento de parcerias, convênios e investimentos visando a segurança da água e a garantia de disponibilidade do recurso em quantidade e qualidade suficientes para o abastecimento público. Ela informa que o estudo sobre as águas subterrâneas ocorre em parceria com UFPR por meio do Laboratório de Pesquisas Hidrogeológicas (LPH) da Universidade, que tem quase três décadas de trabalho com análises de águas e as pesquisas em hidrogeologia. DESAFIO – No Litoral, as amostras foram coletadas pelo funcionário da Sanepar Jonas Alves Machado, que recebeu treinamento específico para o trabalho do SegHidro. Segundo ele, o primeiro desafio de uma coleta é o acesso, pois nem sempre os locais são fáceis de chegar. “Em Guaraqueçaba, por exemplo, apenas para o acesso a uma mina precisamos percorrer 1.200 metros a pé dentro da mata. Para o local, levamos equipamentos e instrumentos que permitem a coleta de modo seguro e adequado e também a realização de análises de alguns parâmetros, como temperatura, pH e condutividade”, conta Jonas. Assim como Jonas, todos os demais empregados amostradores da Sanepar (pessoal treinado para coletar amostras) levam para o campo uma maleta especial com um equipamento de medição e soluções específicas de calibragem da sonda multiparamétrica. Além das análises no local da coleta, os amostradores devem ter outros cuidados específicos, como a manutenção das amostras a uma temperatura que não ultrapasse os 6º C, uma exigência para análises microbiológicas em laboratório. Os resultados das análises alcançados no momento da coleta são inseridos em um aplicativo de caracterização de dados de campo, o CDC, criado por Ronaldo Wander Fernandes, outro empregado da Sanepar. A partir das inserções, os dados poderão gerar uma “fotografia” de como estão as fontes subterrâneas analisadas. AGENDA – As próximas coletas de águas subterrâneas ocorrerão em dezembro em poços e minas da região de Foz do Iguaçu e de Toledo, no Oeste. De acordo com Ester, a fase de coleta de amostras levará nove meses, mas o trabalho do SegHidro possui outras etapas e, pelo convênio atual, seguirá, pelo menos, até 2030. “O trabalho foca na disponibilidade de água em quantidade e qualidade suficientes para o atendimento às necessidades humanas, à prática das atividades econômicas e à conservação dos ecossistemas aquáticos, com a possibilidade de serem desenvolvidos outras atividades e outros projetos para a segurança hídrica, conservação e restauração do meio ambiente e promoção da saúde”, explica. As águas subterrâneas representam 18% do total de fontes de abastecimento no Paraná, atendendo 630 localidades. As amostras coletadas no SegHidro seguem para análises na Gerência de Avaliação de Conformidades da Sanepar (GACF) e para o LPH da UFPR. Matéria Completa
Governo amplia FDE para atender empresas atingidas por situações de calamidade

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta segunda-feira (10) a Lei Estadual nº 22.769, que permite o uso do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) para atender empresas e cooperativas de qualquer porte assoladas por situações de calamidade pública ou crises externas com recursos do programa Paraná Mais Empregos para equalização de taxas de juros. A medida foi proposta originalmente diante do prejuízo provocado ao setor produtivo pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que afetam diferentes produtos paranaenses desde agosto passado. A alteração beneficia também as empresas afetadas pela situação de calamidade do momento, como é o caso das empresas de Rio Bonito do Iguaçu, município que foi devastado por um tornado na sexta-feira (7). Para permitir as mudanças, o texto altera as leis que regem o FDE (Lei nº 5.515/1967) e que preveem repasses do Fundo à Fomento Paraná e ao BRDE para equalização de taxas de juros no âmbito do Programa Paraná Mais Empregos (Lei nº 20.165/2020). O texto foi apreciado pela Assembleia Legislativa em duas sessões plenárias realizadas em 1º e 2º turno e encaminhado para sanção do governador. A iniciativa amplia o escopo de beneficiários do programa Paraná Mais Empregos, operado pela Fomento Paraná e pelo Banco de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), fornecendo condições de crédito mais acessíveis e estímulos à manutenção da atividade econômica e dos empregos. “Tais mecanismos serão úteis na mitigação de efeitos negativos passíveis de comprometer a competitividade e a sustentabilidade financeira dos empreendedores paranaenses, preservando a capacidade operacional de empresas e cooperativas e assegurando a continuidade de contratos e de produção, além da manutenção de empregos locais”, justifica o governador Ratinho Júnior. O novo texto inclui empresas e cooperativas situadas no Paraná, independentemente de seu porte, que, em razão de situações de calamidade pública, eventos extraordinários ou riscos econômicos relevantes, venham a ser enquadradas como beneficiárias por ato do Poder Executivo, nos termos definidos em regulamento. Além disso, as empresas também poderão contratar operações de capital de giro para manter o funcionamento das atividades. “Com essa modernização, as empresas e cooperativas poderão pegar crédito em condições mais acessíveis para manter as operações e preservar empregos, mesmo em tempos de dificuldade”, diz o diretor-presidente da a Fomento Paraná, Claudio Stabile. Matéria Completa
Edital de restauração em concreto entre Lidianópolis e Manoel Ribas tem vencedor

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) publicou nesta segunda-feira (10) o resultado da licitação para restaurar e ampliar em concreto a PRC-466 entre Lidianópolis, no Vale do Ivaí, e Manoel Ribas, na região Central, em uma extensão de 51,86 quilômetros. O DER-Paraná é uma autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL). O Consórcio Construtor PR-466 – Porto Ubá, formado pelas empresas Construtora Tripoloni Ltda. e Consol – Engenheiros Consultores Ltda., foi declarado vencedor com a proposta negociada de R$ 558.590.000,00, e por ter a sua documentação habilitada por comissão de contratação do DER/PR. Com a publicação do resultado, tem início período para interposição de recursos pelas demais participantes, em até três dias úteis. A empresa Construtora Tripoloni Ltda. foi a segunda classificada na sessão de disputa, tendo sido convocada após a primeira ser desclassificada por não ter atendido critérios exigidos pelo edital da obra. O segmento contemplado começa em Porto Ubá, localidade de Lidianópolis, incluindo a ponte sobre o Rio Ivaí, passa por Jardim Alegre e Ivaiporã, também no Vale do Ivaí, e termina no acesso a uma subestação de Furnas, no território de Manoel Ribas. Está prevista a restauração em concreto de todo o trecho utilizando a técnica whitetopping, que aproveita o pavimento de asfalto existente como base para o novo pavimento rígido de concreto, além de um trecho de duplicação de 15,9 quilômetros, 17,18 quilômetros de terceiras faixas em pontos críticos, e ainda acostamentos, vias marginais e a construção de seis novos viadutos. Um dos viadutos será implantado em Lidianópolis, substituindo a rotatória com a Rua Mato Grosso; outro no entroncamento com a PR-082, acesso para Lunardelli; dois viadutos em Jardim Alegre, ambos nos entroncamentos com a Avenida Mattos Leão; e dois também em Ivaiporã, um no entroncamento com a PR-846, e outro no entroncamento com a Avenida Ladislao Gil Fernandes. O trecho de duplicação contempla principalmente os municípios de Jardim Alegre e Ivaiporã, começando um pouco antes do entroncamento com a PR-082 e terminando próximo ao Centro de Distribuição da Comercial Ivaiporã, passando pelo perímetro urbano de ambos municípios. O edital prevê também o alargamento da ponte sobre o Rio Ivaí em Porto Ubá para implantar acostamentos e passeios para pedestres, separados por novas barreiras de concreto. A estrutura em 289,6 metros de extensão. Ainda estão previstas novas rotatórias, retornos em nível, iluminação rodoviária, novo sistema de drenagem de águas, sinalização vertical e horizontal, e demais melhorias. A licitação utiliza o regime de Contratação Integrada, com um prazo total de 1.020 dias. 300 dias serão dedicados à elaboração do projeto básico e projeto executivo de engenharia, com 720 dias para execução da obra em si. Confira o vídeo: Matéria Completa
Nova Lei de Licitações em reunião

INFRAVIA-PR discute regulamentação da Nova Lei de Licitações em reunião com a Presidência da ALEP Curitiba, 25 de setembro de 2025 – A ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS DE INFRAESTRUTURA VIÁRIA DO ESTADO DO PARANÁ (INFRAVIA-PR) participou, no dia 24 de setembro, de reunião institucional com a alta cúpula da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), a convite da Presidência da Casa, para tratar das principais demandas do setor de infraestrutura em torno da necessária regulamentação da Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos). O encontro contou com a presença do presidente da ALEP, deputado Alexandre Curi, do deputado Artagão Júnior, do diretor-geral da Assembleia, Dr. Wellington Dalmaz, e da assessoria jurídica da Presidência, representada pela Dra. Renata Desplanches. Também foi destacada a acolhida do deputado Net Leprevost, presidente da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações da ALEP, representado na ocasião pela Dra. Karla H., que acompanhou os debates em nome do parlamentar. Participaram ainda representantes do SICEPOT-PR e de empresas convidadas, que aportaram subsídios técnicos e experiências práticas ao debate. Durante a reunião, foram discutidos pontos centrais para a modernização dos processos de contratação pública, como:• a inversão de fases nos processos licitatórios de obras e serviços de engenharia, mecanismo que estabelece a análise das propostas antes da habilitação das empresas. A medida garante mais transparência, objetividade e celeridade, reduzindo contestações e fortalecendo a competitividade entre os participantes• a valorização da engenharia orçamentária, como instrumento técnico capaz de assegurar orçamentos realistas e compatíveis com as condições de mercado;• a defesa da boa engenharia, elemento essencial para garantir a qualidade, a sustentabilidade e a efetividade das obras públicas em benefício da sociedade. A INFRAVIA-PR destacou sua missão institucional de colaborar tecnicamente com os Poderes constituídos, sempre orientada pelo interesse público, pela livre concorrência e pelo compromisso com uma infraestrutura viária que responda às necessidades do desenvolvimento do Paraná. “O avanço da regulamentação da Lei 14.133 é indispensável para consolidar um modelo de contratações transparente, moderno e alinhado às melhores práticas de governança. A Assembleia Legislativa tem se mostrado receptiva e comprometida em conduzir esse diálogo com seriedade e visão de futuro”, afirmou o secretário-geral da INFRAVIA-PR, Rodrigo Gawlik Junior. O presidente da ALEP, deputado Alexandre Curi, reforçou que a Casa Legislativa continuará sendo espaço de debate qualificado, aberto à escuta do setor produtivo e das entidades representativas da engenharia paranaense. A reunião marcou mais um passo importante no fortalecimento da interlocução entre o setor de infraestrutura viária e o Legislativo estadual, reafirmando a importância de uma regulamentação que assegure obras de qualidade, transparência nos processos e ganhos efetivos para a sociedade paranaense.